Quando eu era da idade dos liliputianos, acreditava que o nosso cérebro tinha infinitas gavetas onde guardávamos todas as nossas memórias... gavetas fechadas, abertas, empenadas, cheias, vazias... A Terra dos Liliputianos é uma extensão do nosso cérebro, com gavetas sempre disponíveis para recordar.

Seja bem vindo à nossa terra, um caderno de viagens do tamanho das crianças.



sexta-feira, 22 de junho de 2007

Todos para a mesa!

Em cada casa existe sempre um cantinho onde se escondem todas as coisas que não pertencem a lugar nenhum. Nós temos muitos cantinhos desse género, até cantinhos que não são cantos, mas objectos versatéis que têm a capacidade de se prestarem para todos os serviços. Um deles é a mesa da cozinha ou também conhecida como mesa das recordações:
- transforma-se em espaço de brincadeira, com o esconderijo por baixo e os brinquedos por cima;
- guarda o troco do pão misturado com os recibos do supermercado;
- alberga alguns rabiscos do F3 que teimam em não desaparecer;
- retém todas as novidades que chegam a casa, até deixarem de o ser;
- veste os casacos e as mantinhas quando estamos cheios de calor;
- quando alguma coisa desaparece, como as chaves do carro ou a chucha do S1, a mesa transforma-se num marco que esconde um tesouro;
- é o prolongamento das tarefas escolares do F5;
- serve de estante á colecção dos livros que nos acompanha à hora do jantar;
- é uma tarefa que requer paciência quando os liliputianos se lembram de descascar as suas pernas.
Com estas coisas todas, a mesa é sempre uma descoberta atraente para o S1. Todos os dias arrumo a mesa para ter algum espaço para encaixar os individuais, à hora do jantar. Devíamos ter uma mesa descartável, com os pratos, copos e talheres acoplados.

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